DIFERENÇAS EXPERIENCIAIS ENTRE PESSOAS COM CEGUEIRA CONGÊNITA E ADQUIRIDA: UMA BREVE APRECIAÇÃO

Tamires Silva Almeida, Filipe Vasconcelos Araujo

Resumo


A deficiência visual pode ser vista em diferentes graus, podendo ser caracterizada como
cegueira congênita e cegueira adquirida. A primeira refere-se àquela que a pessoa já nasce
com ela, ou seja, ocorre antes ou durante o nascimento. A segunda, a pessoa adquire em
qualquer outro período da vida. Desse modo, o trabalho tem como objetivo compreender as
diferenças experienciais entre pessoas com cegueira congênita e adquirida. Para a consecução
do objetivo utilizaram-se entrevistas semiestruturada, com uma amostra de duas (2) pessoas
cegas, sendo uma (1) com cegueira congênita e uma (1) com cegueira adquirida. Os dados da
pesquisa foram coletados mediante a gravação da entrevista semiestruturada que, em seguida,
foi  descrita na integra. Após a obtenção das informações, os dados foram analisados com
base no método comparativo,  sendo analisados em quatro categorias. Para assegurar o
anonimato dos entrevistados,  estes foram caracterizados como João  para o  cego congênito e
Junior  para o  cego  adquirido. Conclui-se que existem diferenças experienciais entre cegos
congênitos e adquiridos, uma vez que o cego congênito não apresenta sentimentos de perda,
pois ele nunca teve essa experiência, a cegueira para eles não é algo insuperável, trágico, pois
se desenvolveu e aprendeu sem esse sentido. Entretanto a cegueira adquirida causa uma
ruptura nos padrões já constituídos de comunicação, mobilidade, trabalho, recreação, e
sentimentos, acerca de si próprio, tornando-se uma experiência inevitavelmente traumática.

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